Para João Dornas Filho

Blog do Acadêmico Geraldo F. Fonte Boa. O objetivo é tornar JOÃO DORNAS FILHO, patrono da Cadeira nº 14 da Academia de Letras de Pará de Minas, conhecido pela comunidade virtual

Para João Dornas Filho

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12.01.08

ACERVO BIBLIOGRÁFICO DE JOÃO DORNAS FILHO



I – Área de História e Literatura:


1. Itaúna – contribuição para a História do Município. Belo Horizonte:Gráfica Queiroz Breiner,1936.
2. Silva Jardim. São Paulo: Cia Editora Nacional Brasiliana, 1936.
3. Os Andradas na História do Brasil. Belo Horizonte: Gráfica Queiroz Breiner, 1937.
4. O Padroado e a Igreja Brasileira. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1938.
5. Escravidão no Brasil. Rio de Janer: Civilização Brasileira S.A., 1939.
6. Bagana apagada. Curitiba: Editora Guaíra, 1940.
7. Apontamentos para a história da República. Curitiba: Editora Guaíra, 1942.
8. Eça e Camilo. Curitiba: Guapura, 1945, (Caderno Azul, nº 21).
9. Júlio Ribeiro. Belo Horizonte: Livraria Cultura Brasileira (Cadernos da Província, nº2), 1945.
10. Antônio Torres. Curitiba: Guapura, 1948, (Caderno Azul, nº 31).
11. Figuras da Província. Belo Horizonte: Movimento Editorial Panorama, 1949.
12. Discurso de Recepção a Academia Mineira de Letras. Belo Horizonte: Editora Calasans, 1952.
13. Efemérides Itaúnense. Belo Horizonte: Edições Calasans, 1952.
14. O ouro das Gerais e a Civilização da Capitania, São Paulo: Cia Editora Nacional, 1957 (Coleção Brasiliana, V, 293).
15. Aspecto da Economia Nacional. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1957.
I-a) Artigos:
1. O primeiro Imperador, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, II: 40.
2. Evaristo da Veiga, o publicista da Regência. Revista do IHG-MG, VI:235.
3. Minas Gerais no esforço militar do Brasil. Revista do IHG-MG, VII: 426.
4. As mudanças das capitais de Portugal e do Brasil. Revista do IHG-MG, VIII: 7



II) Área de Antropologia cultural, Etnografia, folclore, Lingüística e Sociologia:


1. Achegas da Etnografia e folclore. Belo Horizonte: Imprensa Publicações, 1972 (Edição Póstuma).
2. A Influência Social do Negro brasileiro. Curitiba:Editora Guaira, 1943
3. Um folguedo do povo: O bumba-meu-boi (Ensaio de História e folclore). Maceió: Ed. Caeté,1957.
II –a) Artigos:
1. Algumas questões de folclore. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, ano 4, nº. 46, Abril de 1938, pp. 145-180.
2. Cantigas dos capinadores de Rua de Belo Horizonte. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, ano 5, nº. 50, setembro de 1938, pp. 89-92.
3. A influência social do negro brasileiro. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, Ano 5, nº. 51, Out. de 1938, pp. 95-134.
4. Vocabulário Quimbundo. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, Ano5, nº. 49, Jul-ago de 1928, pp. 143-150.
5. O reisado ou o congado em Itaúna. Rio de Janeiro: Euclides, 2(8) Jun 1941 pp. 113-116
6. O jubileu do S. Bom Jesus da Lapa. Rio de Janeiro: Cultura Política, 5(49), Fev. 1945, pp. 138-141.
7. A abolição e a musa popular em 1831. Rio de Janeiro: Rev.Cultura e Política, 4(41),jun. 1944, pp.155-159.
8. O natal e os fenômenos de aculturação em Minas Gerais. Rev.Brasileira, Rio de Janeiro, 5(14), set.1945, pp. 136-145.
9. O parto, a parturiente e o diabo na crendice popular do Brasil. . Rev.Brasileira, Rio de Janeiro, 5(12), mar.1945, pp. 72-80.
10. Folclore do Jogo. Folha de Minas Literária, de 05.09.1948.
11. Idéias práticas sobre o parto e a criança em Minas Gerais.Rev. Sociologia, São Paulo, 12(3) Jul/set 1950, pp.247-258
12. Folclore dos garimpos. Boletim Clarinense de folclore, Florianópolis, 2(8), jun.1951, pp 88-89.
13. A influencia do meio sobre o fenômeno folclórico. Folclore, São Paulo,1(13), 1951, pp.60-69.
14. Apontamentos Lingüísticos. Separata da Revista Investigações, São Paulo: 4(14) Maio de 1952, pp. 94-110.
15. Três fichas etnográficas, Cadernos Mineiros, Belo Horizonte, MG, 30.03.1952
16. Aspectos da mestiçagem nas Alagoas, Maceió, Imprensa Oficial, 1955 (separata da Revista do Inst. Histórico e Geográfico de Alagoas, vol. 27, 1951-1953.
17. Devoções e festas juninas alagoanas. Boletim Alagoano de Folclore, 5-6(1-2), jun. 1957, pp.26-29.
18. Amanhã é Domingo. Folclore, 8 (51/54), nov.-dez. 1957, jan.1958, p.3.
19. Paus de Arara. Boletim Alagoano de Folclore, 5-6(1-2), 1960-61, pp.33-34.
20. Abracadabra. A Gazeta, São Paulo, 05.03.1960.
21. Minas Gerais e o culta da Aparecida do Norte. Estado de Minas, Belo Horizonte, 12.03.1961.

Bibliografia copiada da nota nº 44, de MOTA, Atiço Vilas Boas da. Contribuição à História da Ciganologia no Brasil. (Separata da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, “Goiânia”, nº X, 1982)

09.01.08

CANTIGA DOS CAPINADORES DE RUA EM BELO HORIZONTE

As obras de pavimentação de asfalto em Belo Horizonte irão muito brevemente fazer desaparecer uma nota de imenso pitoresco - as turmas de crianças capinadoras das ruas.

Em bandos de dez a quinze, regidos por um feitor adulto, esses precoces trabalhadores, cuja idade não ultrapassa os onze anos, enchem de alegria e jovialidade as ruas da capital, capinando, com instrumentos especiais que tinem ritmadamente no granito do calçamento, e cantando ao ritmo do trabalho para esquecerem o cansaço da tarefa.

O canto, no Brasil, foi sempre companheiro do trabalho. Nos eitos dos cafezais, o negro escravo cantava para enganar a canseira do machado e da enxada, enchendo as matas com um canto alongado e triste em que se misturavam, em segundas e primeiras, as vozes dos homens, das mulheres e das crianças:

Maria amarra o cabelo
Bota goma no tundá
Vamos pra beira do rio
Ver os peixinhos nadar...

E as lavadeiras também, à margem dos córregos e das cacimbas, não dispensam as cantigas para engambelar o trabalho meio monótono de esfregar roupas intermináveis:

Cravo branco, não me prendas
Que eu não tenho quem me solte
Não me prendas, cravo branco
Que eu quero dançar um xote...

As cantigas dos capinadores de rua, são, entretanto, mais alegres, mais vivas, mais saltitantes, (não tivessem eles onze anos.. ) apesar de possuírem uma certa melancolia, uma tristeza vaga e indistinta que trai o sofrimento das fomes silenciosas e dos cansaços irremediáveis...

Geralmente são cantigas populares que eles adaptam ao ritmo do trabalho, e não raro reponta nelas a revolta contra o cão de fila do feitor, a quem chamam Caipapa, que lhes fiscaliza o serviço nem sempre feito com a desejada perfeição:

Quando vim da minha terra
Eu passei no matadô
Vim montado no seu pai
E puxando o seu avô...

Geraldo Boquêra me falou (todos eles têm apelidos: Geraldo Boquêra, Rato Branco, Luiz Caneludo, Caveira, Chinó, Timerão, Barnê, Carolina...) que o Caipapa (feitor) tem ordem do prefeito de não "apertar a mão" com eles, mas o Caipapa é sempre muito "sabuco" (adulador) e aperta com eles pra ficar "limpo" com o deretor...

Mal alimentados por uma comida feita de véspera e que trazem numa lata aquecida em fogo improvisado na rua, mesmo assim a força dos onze anos rompe a cadeia de ferro do infortúnio para expluir em cantigas, meio tristes no conjunto das vozes:

Eu joguei um cravo n’água
De mimoso foi ao fundo
E os peixinhos responderam
- Viva dom Pedro II

Casaca de velho é fogo
Casco de burro é tamanco
Amigo, por Deus ajuda
Ocê não aguenta dois arranco...

Quando vim da minha terra
Passei por Sabará
Uma velha muito velha
E querendo namorá...

Eu tenho o cabelo bão
Das meninas penteá
Menina, eu cá sou baiano
E vim pra te namorá...

E no ritmo da enxadinha:

Na rua de baixo
Não posso passá
Uma véia coroca
Quer me pegá...

Veado no mato
É corredô
E eu sou bão
Atiradô...

No Sapatinho de algodão reponta aquela gabolice dos desafios nordestinos e talvez mesmo uma forma dos desafios. Assim:

Subi na serra de fogo
Sapatinho de algodão
Sapatinho pegou fogo
E desci de pé no chão

Lá no fundo do quintal
Tem um tacho de melado
Quem não sabe botar verso
É melhor ficar calado

No alto daquela serra
Tem um pé de jatobá
Quem casa com mulher velha
Tem muxiba pra chupá

A dona lá de casa
Me mandou se repeli
O verso que cantei agora
Não se pode repetir

O que é de um belíssimo efeito pela tristeza envolvente e pelo movimento da solfa, é o "quebra, quebra gabiroba":

Quebra, quebra, gabiroba
Quero ver quebrá
Quebra lá
Que eu quebro cá
Quero ver quebrá

Chui, chui, chuá
Deixa a chuva peneirá
Tem catinga de joá...

Em cima da bananeira
Chove chuva sem cessá
Ou mais tarde ou mais cedo
Nós temos que descansá
Samambaia pegou fogo
Sapecou tamanduá
Uê, uá

Corta maneiro
Ele vem de sertanejo
Como percevejo
Mas não como caranguejo...

De grande efeito melódico é também o Escoteiro quebra-coco, cujo nome está indicando a procedência nordestina. Por ele se confirma aquele estado de espírito com relação ao Caipapa. Complexo de inferioridade que emerge em presença do escoteiro, como eles criança, mas ao contrário deles com o luxo do uniforme e das distrações ricas e inúteis...

Ouçamo-lo:

Escoteiro quebra-coco
Na ladeira do piá
[...]
E depois cai estudá

Lagartixa na parede
Parece camboleão
Escoteiro na cozinha
Parece gato ladrão

Passei no Sererê
Quando vim de Pernambuco
Vim montado no escoteiro
Êta bicho pra correr...

Eu tenho uma garruchinha
Carregada até o meio
Pra namorá moça bonita
E matar a gente feio...

Não tenho medo d’ocê
Nem da sua garruchinha
Porque do chumbo faço água
Da pórva faço farinha

O que é interessante nas cantigas dos capinadores é que ele vêm criando um folclore especial, só deles, e apenas com a desarticulação do ritmo, ao compasso do seu trabalho, de cantigas muitas vezes já conhecidas. Dão-lhe a forma e o andamento adequado à sua profissão, criando novas melodias de uma beleza meio tristonha. Beleza que talvez seja aumentada pelos onze anos dessas boquinhas famintas que cantam para enganar o estômago e o cansaço...

[1938]


(DORNAS FILHO, João. Em Revista do Arquivo Municipal, setembro de 1938)

01.01.08

Novo espaço para João Dornas Filho

Nós que gostamos de história regional, que valorizamos tudo aquilo que revelam nossa identidade enquanto povo, enquanto mineiro, sempre estamos a serviço. Ao escolher João Dornas Filho como patrono da cadeira nº 14 da Academia de Letras de Pará de Minas, o fiz não apenas pelas qualidades literárias, ou por ser um Itaunense, mas principalmente por desenvolver trabalhos que revelavam a identidade desta "NAÇÃO MINAS GERAIS".

Agora desenvolvemos este blog com objetivo de divulgar, não só escritos de João Dornas Filho, mas também comentários, link's, pesquisas e trabalhos referente a este "Matuto das Gerais", nosso "Zau".

Não sou o único admirador das obras de João Dornas Filho, o "Zau". Há outros estudiosos e pesquisadores da região que destaca os trabalhos deste "Matuto das Gerais". Dentre estes podemos destacar o Sr. Oswaldo Guiomar de Carmo do Cajuru, que também o tem como patrono na Academia de Letras em Divinópolis; o genealogista Sr. Guaracy de Castro Nogueira e o grande AGENTE cultural de nossa "Santana do São João Acima" (Itaúna) o músico, compositor, poeta, jornalista e amigo Pepe Chaves que acaba de lançar uma Página na Internet totalmente dedicada ao nosso "Matuto das Gerais", no "Zau", sr. João Dornas Filho.

Visite a Página de João Dornas Filho, conheça este "Matuto"! Conheça nossa gente!

http://www.viafanzine.jor.br/dornas.htm

31.12.07

Fragmento: Crítica literária de João Dornas Filho

{manuscrito} Alfonsus – Humorista {rabiscado} e tradutor

              Uma feição pouco conhecida do espirito do grande vato Al-
fonsus de Guimaraens é a do humorismo e a satira ligeira, cordas
que o poeta de Mariana feriu tambem com invejavel destresa e bri-
lho inegável quando fazia jornalismo provinciano e despreocupado.
Primo de Bernardo Gumarães, a vis cômica de Alfonsus em nada é
Inferior a do alegre juiz de Calatão.
             Recolhidos dos jornais antigos de Conceição do Mato Dentro,
quando ali exercia o cargo de juiz municipal, daremos de Alfonsus
alguns versos do gênero, que em nada diminuem as dimensões do pode-
roso simbolista de “Kiriele” e dos poemas aos crentes do amor e da
Morte.


               Apresentando a seus leitores o jornal “Conceição”, de que era
redator, escrevia:



“Como um pinto sai do ovo,
surjo formoso e galante,
nascida de um prelo novo...
old-tom é o meu amante...

Vou tranquila, vou serena,
semeando boas doutrinas.
E todos dizem: - “Morena
és o lírio das meninas!...”

Na secção denominada “Bis in septam” existem estes versos:
“Nós vamos de vento em pôpa
à força de grandes remos;
já não trocamos de roupa,
tal o trabalho que temos.

30.12.07

O CABELO HUMANO NA FEITIÇARIA

João Dornas Filho

Há em Minas Gerais um grande número de abusões e feitiçarias de origem africana que tem o cabelo como elemento principal da sua manipulação.

Do meu arquivo constam três peças desse gênero, que passarei a copiar como as colhi.

Existia em Ouro Preto uma formosa mundana que, tendo rendido a seu capricho todos os homens que desejava, viu o seu orgulho ferido pela esquivança de um apenas.

Ofendida por esse fracasso, a mundana, mancomunada com uma escrava, preparou a mandinga na forma de um bolo apetitoso e enviou-o, em nome de um amigo, ao insubmisso varão, que mal comido o quitute, se renderia incondicionalmente aos encantos da astuciosa mulher.

Mas, acontece que quem recebeu o presente foi a esposa do desejado amante que, desconfiando da procedência da bandeja, deu o bolo a comer a um cão do seu marido. E, devorado o manjar, esse cão, como que atraído por forças irresistíveis, partiu celeremente, seguido pela escrava da senhora, segundo recomendações desta, para saber o destino que tomara o animal.

Atingida a casa da mundana, o cão pôs-se a latir e a forçar a porta com impaciência. E a mundana, supondo tratar-se do homem que desejava, se apresenta toda orgulhoa para ver rendido o rebelde a seus pés, quando é violentamente cingida pelo animal que, erguido nas patas traseiras, a abraçava com o furor de um amante.

O bolo fora confeccionado com cabelo pubiano da mundana.

Esta outra foi colhida em Santa Bárbara:

Uma jovem desgraciosa se apaixonara por um rapaz, dono de uma tropa de muares que arranchava semanalmente na fazenda do seu pai.

Como o tropeiro, por desdém ou qualquer outro motivo, não tomasse conhecimento do interesse da moça, resolveu recorrer a um feitiço manipulado com alguns fios de cabelo do rapaz. Para isto, obteve, por intermédio de um empregado do tropeiro, a mecha desejada, alegando que era para ter uma lembrança do esquivo mancebo.

Recebida e preparada a mandinga, ficou a moça à espera dos resultados.

Uma noite é ela acordada por fortes pancadas na porta do seu quarto, acompanhadas de fortes berros e espirros. Aberta a porta, um bode grande e amarelo, ostentando uma longa barba loura, procurava refugiar-se nas suas saias. É que a mandinga fora feita com os cabelos da barba desse bode, insidiosamente fornecidos pelo empregado do tropeiro.

Esta é de Santa Luzia:

Uma moça se apaixonou por um arrieiro de tropa que não fazia caso dela. A pedido da namorada infeliz, alguém ficara de lhe arranjar uns fios de cabelo do arrieiro, mas, em vez disso, arranjou-lhe fios do couro que reveste a cangalha.

Feito o despacho, começa a cangalha a dar pinotes em direção da casa da moça, onde estacou e só perdeu o "encanto" quando a rapariga deitou no fogo o despacho.

A versão que recolhi em Sabará é a de que, tendo chegado à cidade, nos tempos coloniais, um ouvidor jovem e belo, não tardou que por ele se interessasse uma certa donzela, talvez já impaciente de arranjar casamento. E como o juiz não se movesse por força dos ardis costumeiros, não titubeou ela em lançar mão da mandinga dos cabelos. Para isto, tentou peitar o escravo do senhor, para conseguir uns fios de barba quando ele se barbeasse.

O fiel escravo contou ao moço o sucedido e combinou-se que se levasse cabelo raspado de um surrão que o amo possuía.

Manipulado o despacho, é a moça acordada certa noite com fortes pancadas na porta. Levanta-se com sofreguidão e verifica, antes de desmaiar para falecer no dia seguinte, que era um surrão de couro que se acutilava à porta do quarto.

Existem por aí centenas de variantes, cujo fundo é sempre a ingerência do cabelo na manipulação do trabalho de macumba.


(Dornas Filho, João. "O cabelo humano na feitiçaria". Estado de Minas, 22 de abril de 1962, 3ª seção, p.2)